Terça-feira , 07 de Outubro de 2008

Eu e Docinho estamos numa correria que nunca vi! O trabalho e os estudos estão tomando todo o nosso tempo, inclusive os fins-de-semana. Ainda bem que dá pra ter um pouco de lazer também porque a Docinho está cantando numa banda com colegas do serviço! Vou aos ensaios com ela e é muito divertido! Fico morrendo de vontade de voltar a tocar minha bateria... Este sábado Docinho teve aula o dia todo, depois fomos correndo pro ensaio às 21h e três horas depois voltamos pra casa e fizemos uma festinha pras nossas amigas. Foi bem legal, rolou pizza, playstation e música ao vivo! No domingo nós pudemos parar um pouco, descansar e aproveitar o carinho da outra como há muito não tínhamos tempo pra fazer! Foi um dia maravilhoso, daqueles que deixam a gente com saudade uma da outra já na segunda hehe

Como estou custando a aparecer por aqui, vou aproveitar para já responder também o questionário que a Escaminha nos passou!


Há dez anos (1998): Eu estava no colégio e era bem sozinha. Não sabia que era gay apesar dos muitos sinais :P Tocava numa banda com minha irmã e esses foram momentos tão bons que levarei pro resto da vida, com muita saudade.

Há cinco anos (2003): Já estava na faculdade e Docinho era apenas minha amiga. Eu ainda me sentia bem sozinha por não entender a mim mesma e as pessoas ao meu redor.

Há dois anos (2006): Foi quando a Docinho se mudou da nossa cidade natal para que tivéssemos como continuar nosso namoro. Foi um ano terrível namorando à distância, mas os momentos juntas foram inesquecíveis e especiais demais. Era a certeza de que estávamos fazendo a coisa certa.

Há um ano (2007): Me mudei também e extra-oficialmente nos casamos hehehe Foi um ano de adaptações à nova cidade e ao casamento. Minha felicidade estava completa.

Ontem (06/10): Fiquei em casa estudando, fui buscar uma encomenda nos Correios debaixo de chuva e fui ao supermercado.

Hoje (07/10): Trabalhando em casa novamente

Amanhã (08/10): Irei na faculdade pra reunião semanal e na minha psicóloga

3 coisas que eu compraria com $ 1.000,00: um celular novo, um livro que estou de olho e roupa!

3 maus hábitos: não me exercitar, não falar o que penso na hora que deveria falar, pensar nos outros antes de pensar em mim

3 coisas que me assustam: violência, falta de educação e ignorância.

3 lugares que quero ir de férias: Campos do Jordão, qualquer praia, Itália.

3 vítimas pra essa enciclopédia: Estou tão desatualizada de blogs que nem sei quem já respondeu isso! Mas creio que a Maíra ainda não.
:: Escrito por Lindinha às 09h30
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Eleições 2008: Um show... de decepções com o mundo gay



Por William Magalhães 6/10/2008 - 20:43



No site A Capa


Mesmo com o final da noite de ontem tendo sido muito bom, não pude deixar de ficar desanimado depois de acordar hoje de manhã, correr pro computador e verificar o resultado das eleições municipais.

Em São Paulo, já não é mais novidade, nenhum candidato gay se elegeu. Mas o que me deixou mais triste não foi isso. Aliás no Brasil inteiro, só quatro candidatos LGBTs terem conquistado vagas nos legislativos de suas cidades é bem sintomático e serve para apontar alguns fatos que não podem deixar de ser levados em consideração se queremos mesmo ser representados e conquistar direitos.

Que a classe gay é despolitizada isso já se sabe e nem é mais novidade. A própria audiência deste site revela isso. Na noite de sexta-feira, publicamos entrevistas realizadas com três principais candidatos a prefeitura da cidade de São Paulo. No mesmo dia, uma notinha besta, sobre a troca de "carta de amor" entre o menino que faz o Harry Potter e outro ator, atingiu a marca de 5.000 pageviews. Enquanto isso, Marta, Alckmin e Soninha não passaram dos 600 e isso contando o final de semana inteiro na home.

Muitos foram os que não levaram a sério as candidaturas de drags. Esses, às vezes com um ponto de vista preconceituoso, talvez sejam aqueles que menos se informam e desconhecem a trajetória de militância de alguns candidatos. Vezes e vezes vi Salete participando, desmontada inclusive, de debates LGBT. Algumas delas foi antes mesmo de começar a trabalhar aqui. Em eventos e discussões que reuniram meia dúzia de gatos pingados lá estava a Salete contribuindo com seus pontos de vista.

É desesperador o fato de uma cidade com a maior parada gay do mundo não ter elegido um único candidato gay assumido, drag ou não. Há no mínimo um paradoxo entre a "consciência política" que as pessoas tanto dizem ter - aquele discurso "voto na idéia ou na proposta e não na sexualidade de um candidato" -, e o resultado que se viu nas urnas.

Se levam mesmo política a sério e por isso não votam em gay, independente de ser drag ou não e independente das propostas ou não, como é que explicam o fato de Sérgio Mallandro* e Dinei* terem atingido vinte mil votos a mais que Salete Campari ou Marcos Fernandes? Se "corithianos e bobalhões" desperdiçam seus votos nessas caricatices, porque a bicha fervida não pode fazer a mesma coisa? Já que não vota com consciência e não se interessa por política - que, suponho, deve ser o perfil dos eleitores dos dois primeiros -, que vote em gay e volta pro mundinho de faz de conta da balada, do dark e do cinemão. Pelo menos está fazendo uma coisa boa, dando visibilidade pra comunidade e ajudando na ocupação de espaço político. É melhor que anular voto ou votar em branco, que acaba sendo uma atitude conivente com a situação do jeito que está.

Se acreditam nas idéias "boas" dos candidatos porque é que elegem a mesma bagaceira que está na política há anos? Só para pegar os mais votados e caricatos, o cantor Netinho de Paulo recebeu 84 mil votos e figurou em terceiro lugar entre os dez mais votados. O Vereador Netinho, do PSDB, que é, de certa forma, aliado da causa LGBT em São Paulo, e que teve nota 9,4 na avaliação feita pela tucana Veja, ficou em nono lugar. Um candidato no mínimo interessante, mas não gay. Ou pelo não assumido, vai saber. E o Chalita, então? Foi secretário de Educação do Estado, não fez nada de muito relevante e ainda assim conseguiu ser o vereador mais votado no município.

E enquanto as bichas teimam em não votar em bichas, alguns espertos usam a religião como instrumento de manipulação de massas e elege católicos e evangélicos, fortalecendo suas bancadas reacionárias e fundamentalistas e dificultando a conquista dos direitos gays. Felizmente, Gabeira ter ido pro segundo turno derrotando Crivella nas urnas do Rio é um sinal de que nem tudo está perdido. Mas ainda assim, a gente está longe de uma situação favorável. Ah, quase ia me esquecendo. Um dos quatro gays eleitos é na verdade a travesti Léo Kret, em Salvador. E olha que pelo menos na teoria o nordeste é muito mais conservador e machista que São Paulo. Uma verdadeira vitória.

Um leitor hoje comentou a fala do Lula favorável a união civil. "Cadê os nossos direitos?", questionava ele. Estão lá, nos parcos 2 mil votos da Salete e do Marcos e nos 6 mil do Léo Áquilla, respondo. Estão na carta de amor do Harry Potter e nas entrevistas dos prefeituráveis pouco lidas por aqui. Talvez a gente tenha a política que mereça. E talvez merecemos ser também um país campeão no assassinato de homossexuais. Mas é de ruborizar que vinte anos depois da abertura política, nós gays ainda não soubemos utilizar da democracia para fazer valer nossa cidadania.

*Tudo bem que Dinei e Mallandro não se elegeram, mas que tiveram uma quantidade absurda pra patifaria que representa a campanha deles, ah isso tiveram.
:: Escrito por Lindinha às 09h00
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Sexta-feira , 03 de Outubro de 2008

Eleições 2008 - Candidatos(as) LGBT e Aliad@s da causa

Lista de candidatos do site da ABGLT
:: Escrito por Lindinha às 14h11
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